• Recentes
  • Populares
  • Histórico

Frases Celebres:

" Umbanda é coisa séria para gente séria. "

Caboclo Mirim

" Umbanda é religião, e portanto só pode fazer o bem. "

Alexandre Cumino

" Umbanda é sinônimo de prática religiosa e magística caritativa. "

Rubens Saraceni

" Umbanda é a manifestação do espírito para a prática da caridade. "

Caboclo das Sete Encruzilhadas

" Umbanda não é um sincretismo de culturas, a Umbanda é síntese da cultura brasileira. "

Renato Ortiz

" Umbanda é uma religião espírita ritmada, ritualizada, euro-afro-brasileira. "

Pai Ronaldo Linares

" Umbanda é Humildade, amor e caridade. "

Caboclo das Sete Encruzilhadas

" Umbanda é o ritual do culto à natureza. "

Rubens Saraceni

" A Umbanda é a escola da vida. "

Caboclo Mirim

No Facebook:

Quando a Fé é Abalada

SOU UMBANDISTA SIM E TENHO MUITO AMOR, RESPEITO E DEVOÇÃO PELOS SAGRADOS ORIXÁS

Axé, visitante!

O tema hoje é "Quando a fé é abalada"  e foi escolhido a dedo, pois é um fato que ocorre com todos nós, independente da religião de cada um. Em especial, é algo que experimentei na pele e que trago fresquinho em minha mente.

E já deixo explícito que "curei" minhas dúvidas relembrando momentos vividos ao lado de um preto-velho muito importante em minha caminhada, aquele com quem eu tive meu primeiro contato com a Umbanda. Vou detalhar um desses momentos para vocês ao longo deste artigo.

Espero de coração que estas palavras possam ajudar àqueles que estejam ou que venham a passar pelo mesmo problema: o abalo da fé.

A perda de credibilidade do que se é sabido dentro da religião (fundamentos, conhecimentos, entidades etc) é o que mais causa o abandono de trabalhadores das Casas umbandistas. Muitos desistem por completo e nem mesmo voltam para buscar suas guias, quartinhas de Anjo da Guarda ou, simplesmente, para se despedirem das entidades e amigos que lá ficaram.

É um momento delicado e, com máxima certeza, todos – absolutamente TODOS –, já passaram ou virão a passar um dia.

Uns acreditam que este seja um momento de experimentação por parte do astral para com nossa fé (para saberem até onde conseguimos aguentar). Outros julgam ser o momento quando o trabalhador da corrente se sente muito cansado, seja pelas atividades, pelo dia a dia, pelas exigências que uma Casa impõem em seu cotidiano ou por qualquer outro motivo.

Seja lá qual for o motivo, deixo aqui este texto, como um conselho de alguém que já passou e superou este momento tão delicado. Sei que se conselho fosse bom era vendido, mas meu objetivo é tão somente mostrar como muitas vezes pensamos de forma equivocada e desmerecemos a forma de pensar das demais pessoas.

As principais perguntas que você deve se fazer são:
- O que houve?
- Por que deixei minha fé ser abalada?
- O que está causando isso em mim?


As respostas podem ser muitas. Vou citar algumas que já ouvi por aí:
- Não gosto do Terreiro que estou frequentando ou não concordo com as atitudes de meu dirigente.
- Me sinto esquecido, largado dentro do Terreiro.
- A assistência vem sempre com aqueles mesmos problemas e não faz nada para se ajudar. Quer milagre!.
- Não me dou bem com este ou aquele trabalhador da corrente ou ainda, não suporto fulano ou ciclano.

Enfim, eu poderia colocar diversas respostas dos mais diferentes pontos de vista, mas a ideia é que você identifique apenas um detalhe: na maioria das vezes os assuntos externos à fé estão somatizando desânimo, desmotivação, baixando sua vibração energética e lhe afastando das entidades e da religião, mas que esta última, a religião, é alheia a isso tudo.

Geralmente o problema está dentro de nós mesmos e isso é muito difícil de ser assumido/diagnosticado. O ser humano sempre tende a jogar a culpa nos outros, do que se conscientizar de que a falha está em si mesmo.

Agora, lhe convido a mudar a pergunta e refletir comigo: Identificado o problema que está lhe afastando de sua fé, o que você fará para mudar?

E aqui ficam as dicas de ouro que tenho pra lhe passar:
- Trabalhe em prol da Espiritualidade Maior;
- Ajude a Casa a crescer e você também crescerá (espiritualmente falando);
- Sempre dê o seu melhor na Casa;
- É sempre muito melhor ajudar do que precisar de ajuda;
- Pessoas pensam diferente e viver em grupo é algo que precisamos desenvolver. Mas em especial, trabalhadores de Casas Mediúnicas precisam aprender a deixar as diferenças um pouco de lado e trabalharem rumando para um único objetivo: CARIDADE. É complicado? Muito! Mas não é impossível.

Talvez seja hora de quebrar alguns paradigmas e adotar uma nova filosofia, um novo ponto de vista, pois todos nós fazemos parte de um plano maior, cada qual com seu jeito, com sua forma de pensar, de agir, trabalhar e conviver em grupo e de reagir.

Quando eu tive minha fé balançada, mais pelo desgaste emocional, o que me retornou ao prumo foi apenas lembrar-me uma passagem em minha vida, de tantas que já tive, onde eu pude ser agraciado pela espiritualidade maior, tendo como representante o Pai Benedito, trabalhando por intermédio de meu pai carnal. Esses são meus dois motivos de ouro que trago em meu coração e são a chave de toda a minha fé na Umbanda!

Deixo aqui meu testemunho (agora até pareceu uma frase dessas igrejas que passam na TV, mas está valendo):

"Desde criança, da primeira infância até meus 15 anos de idade, eu sempre precisei ser medicado diariamente com remédios fortes, controlados (de tarja preta mesmo), por ter sido diagnosticado um foco no cérebro (para quem não sabe, foco é uma pequena bolha de ar onde não deveria existir bolhas). Então eu era acometido por desmaios, queimações fortes na cabeça ao fazer movimentos rápidos com a mesma (o que me fazia ficar por alguns poucos segundos sem visão), e por aí vai.
Aos 15 anos eu estava com meu pai, ajudando em um trabalho espiritual, e então o Pai Benedito se virou para mim e pediu um copo com água e um galhinho de arruda. Mergulhou a arruda dentro do copo, benzeu e me disse algo mais ou menos assim: Menino, você vai tomar três goles desta água durante uma semana. Sempre que a água do copo estiver acabando, encha novamente. É hora de parar com esse sofrimento.

Após isso, o foco simplesmente sumiu, pude interromper o tratamento com os remédios que já faziam parte do meu dia a dia e nunca mais tive os males que eram causados por aquele problema."

Fica aqui a minha história pessoal, nua e crua, sem tirar nem pôr. Já aproveito a oportunidade para deixar este texto como resposta à pergunta que tanto me fazem: "De onde você tira tanta fé naquilo que você não pode ver?". Como se não bastasse, ainda por cima sou filho de Oxalá! (risos)

Mas voltando ao texto, milagre da entidade?

Na época eu acreditei que sim. Imagine você, tudo isso na cabeça de um adolescente. Hoje entendo que na verdade, o conhecimento deste preto-velho e o benzimento aplicado na água e na erva de poder, associados a minha fé foram os motores que fizeram tudo acontecer a meu favor. Aí está o ponto chave: Fé!

Após recordar desta minha passagem, a pergunta que me fiz foi exatamente esta:

- Como eu posso abandonar estas entidades que querem tanto meu bem e, com máxima certeza, sempre estarão dispostas a me ajudar, sem medir esforços, desde que eu tenha merecimento e ?

é a chave de tudo e saber que tudo tem seu tempo para acontecer, existir e terminar, e que o tempo é diferente de caso para caso, mas mesmo assim você saber esperar pacientemente, isso é ter . É a certeza de que há algo mais além do que nossos olhos podem ver e de que tudo faz parte de um plano perfeito, pensado milimetricamente por Ele para cada um de nós.

Nunca perca sua fé. Não entregue os pontos de bandeja, pois a espiritualidade precisa de cada um de nós para ajudar aqueles que vão buscar um acalento, uma palavra amiga ou uma ajuda mais específica.
Como diz o ponto: “Filho de umbanda enverga, mas não quebra”.

Quanto à assistência, se este é seu maior incômodo, não se preocupe. É verdade que muitas pessoas ficam batendo sempre na mesma tecla e não fazem nem ¼ do que as entidades passam para elas. Depois voltam e ainda dizem que não estão sendo ajudadas ou saem falando que a Casa não presta. Não é verdade???  (risos)

Mas entenda que cada pessoa tem um tempo próprio para conseguir assimilar o que é passado nas orientações e entender que ela tem que fazer sua parte também, e neste caso, aí está a fé novamente. Muitas pessoas ainda não entenderam que a fé, o acreditar é a chave de tudo, o que tem poder de mudança. Mas um dia elas aprenderão, leve o tempo que for necessário e seja na religião que for.

Mas, trabalhador mediúnico, vale aqui lembrar também que é bem verdade que um número ainda maior de pessoas conseguiu ser ajudado e se ajudar. Quantos retornos (feedbacks) nós recebemos em nossas Casas de casos e mais casos que conseguiram a cura, o emprego, uma vida melhor com a família e por aí vai.

É por tudo isso que eu sempre digo, em alto e bom som: SOU UMBANDISTA SIM E TENHO MUITO AMOR, RESPEITO E DEVOÇÃO PELOS SAGRADOS ORIXÁS.


Adorei as Almas! Saravá a todos os pretos e pretas-velhas!

Se desejar, deixe seu comentário logo abaixo. Me conte sobre sua fé!

Axé e até nosso próximo post.

Seja o(a) primeiro(a) a comentar!